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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

discurso

6
cadernos fundap


21, 1997, . 625 A crise da gestão pública: do reformismo quantitativo a

um caminho qualitativo de reforma do Estado

Marco Aurélio Nogueira

SINOPSE
O ensaio procura reconstruir a trajetória

histórica do Estado brasileiro e pensar a

crise da gestão pública como fenômeno associado

a uma modernização capitalista que, por

não ter sido feita à base de rupturas categóricas

com os padrões societais prevalecentes, dificultou

o desencadeamento e a concretização de

processos reformadores fortes. No plano específico

da administração pública, esse fato propiciou

o prolongamento dos estilos

organizacionais de tipo “tradicional”, carregou

de deformações a burocracia e impossibilitou

a implementação de projetos de reforma

administrativa mais bem estruturados.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

“O problema do funcionalismo, no Brasil, só terá solução quando se

proceder à redução dos quadros excessivos, o que será fácil, deixandose

de preencher os cargos iniciais, à medida que vagarem.

Providência indispensável também é a não-decretação de novos postos

burocráticos, durante algum tempo, ainda mesmo que o crescimento

natural dos serviços públicos exija a instituição de outros

departamentos, nos quais poderão ser aproveitados os empregados em

excesso nas repartições atuais.

Com a economia resultante, quer dos cortes automáticos, que a

ninguém prejudicará, quer da impossibilidade de criação de cargos

novos, poderá o Governo ir melhorando, paulatinamente, a

remuneração dos seus servidores, sem sacrifícios para o erário.

Majorando-lhes, desse modo, os vencimentos e cercando-os de

garantias de estabilidade e de justiça nas promoções e na aplicação

dos dispositivos regulamentares, terá o País o direito de exigir

maior rendimento das atividades e aptidões dos respectivos

funcionários, que então, sim, não deixarão de se consagrar

exclusivamente ao serviço público, desaparecida a necessidade de

exercer outros misteres, fora as horas de expediente, como agora, não

raro, acontece, por força das dificuldades com que lutam.”

Getúlio Vargas, Discurso durante a campanha da Aliança

Liberal. Esplanada do Castelo, Rio de Janeiro, 3/1/1930

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sermão da Montanha! (versão para educadores)!

Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje....
            O Sermão da montanha (*versão para educadores*)  



Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado
sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.


Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.


Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:

- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...?

Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou:
- É pra copiar?

Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!


Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?

João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!


Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?


Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?


Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém!

E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes..."

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Aniversário e 50000!!

Dia do Administrador



Para você interessado no aspecto mais sério do "dia do administrador" visite:

http://adm-pub-ufop.blogspot.com/2010/12/o-emblema-do-administrador.html

Esta postagem antiga apresenta o símbolo da profissão, patrono, etc.



sábado, 20 de agosto de 2011

Europa tem "lições" para aprender com o Brasil de FHC, diz Wall Street Journal

Europa tem "lições" para aprender com o Brasil de FHC, diz Wall Street Journal
São Paulo - Com a crise econômica de alguns países, a Europa deve parar de agir como "se a única história que importa é a sua própria" e deve procurar exemplos em governos nas Américas, afirmou o Wall Street Journal nesta quarta-feira (17). Segundo o jornal, os governos de Alexander Hamilton nos EUA e de Fernando Henrique Cardoso no Brasil são exemplos para a União Europeia de como entender a tensão de ter uma política monetária e um Banco Central enquanto se busca políticas fiscais independentes.

Leia Mais

20/08/2011 | Los Angeles destitui S&P da análise de seus fundos
20/08/2011 | Quarteto alerta para risco de escalada em Gaza e pede moderação
20/08/2011 | Não pode haver "eurobonds" sem política conjunta, diz Alemanha
20/08/2011 | BCE defende mudanças no fundo de resgate do euro
Hamilton não foi presidente dos Estados Unidos, mas sim o primeiro secretário do Tesouro norte-americano. De acordo com o WSJ, em 1790, o governo dos EUA devia US$ 54 milhões e os 13 estados deviam mais US$ 25 milhões. A dívida combinada era 42% do PIB e Alexander Hamilton propôs que o governo nacional assumisse as dívidas da Guerra de Independência.

Para o jornal, a presidência de FHC no Brasil fez um refinanciamento igualmente exemplar, 200 anos mais tarde. O governo brasileiro enfrentava efeitos das crises financeiras no México, na Argentina e na Ásia, além de endividamentos estaduais.

Segundo o Wall Street Journal, o problema da Europa no campo econômico é também político. E, ao contrário dos Estados Unidos e do Brasil, eles não estão "criando um governo central" que possa assumir as dívidas e os cortes. O encontro entre a chanceler Angela Merkel e o presidente Nicholas Sarkozy não está surtindo efeito imediato para resolver o endividamento dos países do euro.

Um ingrediente "crítico" para resolver a crise seria ter "um líder do século XXI com a coragem e a sagacidade de Alexander Hamilton e Fernando Henrique Cardoso", diz o jornal.

Sen. Cristovam Buarque - Explica a Corrupção

- O Brasil não é o único país do mundo, há outros também, mas somos um dos mais fortes fabricantes de um quadro social que leva, tolera e até incentiva a ser conivente com a corrupção - afirmou em Plenário, nesta terça-feira (17).
O senador afirmou que o Brasil não se acostumou ao rigor, ao que se chama de tolerância zero com a corrupção. Lembrou que a própria cultura do país valoriza a "tendência a fabricar corrupção":
- Nos orgulhamos do jeitinho, que em geral é uma pequena malandragem, que de certa maneira fogem às regras estabelecidas - disse Cristovam.
Para o representante candango, tão grave quando à impunidade dos grandes crimes denunciados na política é a tolerância com os pequenos crimes do dia a dia, como o funcionário que leva para casa material da repartição ou do menino que "cola" na prova.
Cristovam afirmou que também incentiva a corrupção a incapacidade da polícia e da Justiça de provar denúncias. E a incapacidade de, quando provadas essas denúncias, se proceder ao julgamento. O senador acrescentou que a desigualdade social incentiva pessoas a se comportarem incorretamente.
Uma das grandes causas de favorecimento à corrupção no Brasil, para Cristovam, é o financiamento privado das campanhas políticas. Para ele, este é um instrumento que "induz, facilita, provoca e quase obriga à corrupção". Ele criticou também o que chamou de "promiscuidade" de agentes públicos, citando o caso do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que usou avião de empresa particular que tem interesses em assuntos de sua pasta.
A ausência de ideologia dos partidos políticos, para o parlamentar, é outro fator que facilita a corrupção no Brasil. Criticou ainda o que chamou de "corrupção nas prioridades", como o redirecionamento de recursos públicos "de uma coisa útil para uma coisa inútil". O senador foi aparteado pelo colega Ataídes de Oliveira (PSDB-TO).

terça-feira, 5 de julho de 2011

Lei 12.403/11 -- presos serão postos em liberdade; verdade ou mentira?


Você já ouviu falar da lei Lei 12.403/11?

Ela altera o código de processo penal e entrou em vigor dia 5 de julho de 2011. Ela tornou-se conhecida vulgarmente como “lei da fiança”, que altera dispositivos do Decreto-Lei nº. 3.689 – Código de Processo Penal, relativos à prisão processual, fiança, liberdade provisória, e implantada uma nova denominação em nossa lei processual penal, as chamadas medidas cautelares.

O texto que se segue é um condensado do artigo:

http://www.candiani.com.br/comentarios-a-lei-12-40311-conhecida-vulgarmente-como-lei-da-fianca/
Visitado em 05/07/2011 e escrito pelo Dr. Israel F. Candiani - OAB/MG 118.731


A Lei 12.403/2011, trouxe importantes modificações no Código de Processo Penal, e constitui a 2ª etapa da reforma do Código de Processo Penal.  Ela resguardou os princípios constitucionais da presunção de inocência, devido processo legal, ampla defesa e contraditório.


 As críticas nos meios de comunicação de nosso pais despertaram a revolta da população. Infelizmente, as várias alterações trazidas por esta Lei não foram bem discutidas pela grande imprensa. Assim, passo a citar algumas das principais alterações:
  • a revogação de artigos que já não tinham aplicabilidade em nosso ordenamento jurídico, (artigos 321, incisos I e II; art. 322, inciso IV e V, artigo 324, inciso III; art. 325, alínea a , b, c; dentre outros),
  • a possibilidade de pagamento de fiança em crimes cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 04 (quatro) anos,
  • a vedação da decretação de prisão preventiva para delitos cuja pena máxima seja de 04 (quatro) anos;
  • criação das medidas cautelares
  • e atualização como nos casos do art. 289, §1º, que permite a comunicação da requisição de prisão pelo juiz, em caso de urgência, através de qualquer meio de comunicação, como por exemplo o email; dentre várias outras atualizações.


 A principal alteração no que diz respeito a fiança, é a possibilidade de concessão de fiança para os delitos em que a pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 04 (quatro) anos. Esta alteração, expressa no art. 322 da Lei 12.403, foi salutar para desafogar as varas criminais de nosso judiciário, eis que os delitos cuja pena máxima não é superior a 04 (quatro) anos de reclusão, fatalmente eram concedidos liberdades provisórias, através dos inúmeros pedidos de advogados e da Defensória Pública. Delitos como furto simples e receptação, que serão abrangidos pela concessão de fiança, já recebiam liberdades provisórias.


Com a alteração implementada pela Lei 12.403, os infratores desses tipos penais, poderão realizar o pagamento de fiança para terem sua liberdade, sendo desnecessário envolver o judiciário, com questões menores.

É importante notar que a fiança somente será concedida para delitos cujo pena máxima privativa de liberdade não seja superior a 04 anos

NÃO HAVERÁ A CONCESSÃO DE FIANÇA PARA DELITOS COMO HOMICIDIO, ROUBO, ESTUPRO, TRÁFICO DE DROGAS, como erroneamente foi divulgado pela mídia.


A alteração referente a prisão preventiva, segue a mesma linha de raciocínio da fiança, ou seja, não será decretado a prisão preventiva para os delitos em que a pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 04 (quatro) anos.

As medidas cautelares deverão ser aplicadas respeitando o binômio: necessidade (para garantir a investigação ou a instrução criminal ou para evitar a prática de infrações penais) e adequação da medida (levando-se em consideração a gravidade do delito, circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado). As medidas cautelares, estão expostas no art. 319, em seus incisos e parágrafos, e caso não sejam cumpridas pelo infrator, poderá ser decretada a prisão preventiva do mesmo, conforme art. 312, parágrafo único da Lei 12.403/11.

A opinião abaixo é do proprietário do blog e não do autor do texto base apresentado acima.
Acredito que as críticas são (pelo menos) parcialmente infundadas e que os maiores problemas de nosso judiciário são:
  • a falta de uma estrutura mais eficiente.Principalmente faz falta uma ágil implementação de tecnologia da informação.
  • funcionários satisfeitos e bem treinados.
  • juízes que tenham sua produtividade permanentemente avaliada.
  • plano de carreira para todos os profissionais do judiciário.
  • As mais altas cortes deveriam ter seus ministros escolhidos dentro dos quadros de juízes de carreira e, não através de indicação do poder executivo. 
 
É importante que esteja claro que não possuo formação em direito e expresso apenas minha opinião de cidadão preocupado com a segurança pública e das nossas instituições.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Decisão Operacional X Tática/Estratégica





 Todas estas figuras foram copiadas do material didático disponível na plataforma Moodle para o curso de Administração Pública da UFOP.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Próximas Disciplinas deste Semestre

EAD361 Teorias das Finanças Públicas





EAD362 Organização, Processos e Tomada Decisão



EAD363 Sistemas de Informação e Comunicação no Setor Público

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A desvantagem do herói

Olá  Pessoal,

Todos ficamos chocados com o brutal crime que aconteceu em uma escola do Rio de Janeiro.
Sargento Márcio Alexandre Alves



Assisti a reportagem (cerca de 4 minutos) no endereço abaixo.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=-muito-mais-fcil-para-o-assassino-do-que-para-o-her-0402CC98306AD8990326&mediaId=10365013

Acho que devemos, todos, refletir. Estamos "glamourizando" o criminoso?
Aparentemente, sim.

Como podemos mudar este estado de coisas?
Fácil, não compre, não assista, não incentive as mídias que focam no "coitadinho do criminoso".

Quando o material não servir para gerar $$ fácil, estas mesmas mídias se voltarão para outro foco. Talvez, até destaquem devidamente o(s) herói(s).

Antes de terminar, existem muitas outras ocasiões (menos dramáticas) nas quais, sem perceber, incentivamos o lado mau das pessoas, dos programas de TV, das publicações jornalísticas, etc.

Só para refletir ...

[ ]´s

domingo, 27 de março de 2011

Moedas do Brasil - do Cruzeiro ao Real

 Sem festas, o Plano Real completou 17 anos de vida. Em 1º de março de 1994 iniciou-se a implantação do Plano Real, então vestido de Unidade Real de Valor (URV).

Com correção diária durante quatro meses, cada URV passou a valer um dólar, que, no dia 1º de julho, foi convertido em real. Um por um.

O plano real conseguiu transformar uma inflação de 3% ao dia em inflação de 3% ao ano!

Mesmo com choques internos e externos, em todo o período, o real cumpriu sua missão e tornou possível o crescimento da economia com distribuição da renda. Até porque, os grandes ganhadores do Plano Real foram os maiores perdedores de antes dele: os 60% dos brasileiros sem banco, sem caderneta, sem salário em carteira, sem patrimônio imobiliário, até mesmo sem carro usado. 60% da população sem correção!

Sobrevivendo na corrosão de uma inflação indexada que acumulou, ponta a ponta, de 1964 a 1994, um IGP-DI de 1,1 quatrilhão por cento! Isto é, inflação de 16 dígitos em 30 anos.

Vejamos, então, um pouco das notas que circularam antes do Plano Real



1942 - Cruzeiro - Na primeira troca de moeda do Brasil, os réis são substituídos pelo cruzeiro durante o governo de Getúlio Vargas. Mil réis passam a valer 1 cruzeiro; é o primeiro corte de três zeros da história monetária do país. É aí que surge também o centavo.


1967 - Cruzeiro novo - O cruzeiro novo é criado para substituir o cruzeiro, que levou outro corte de três zeros. Mais uma vez, isso ocorre por causa da desvalorização da moeda. Para adaptar as antigas cédulas que estavam em circulação, o governo manda carimbá-las.

1970 - Cruzeiro - A moeda troca de nome e volta a se chamar cruzeiro. Dessa vez, porém, só muda o nome, mas não o valor. Ou seja, 1 cruzeiro novo vale 1 cruzeiro.


1986 - Cruzado - Por causa da inflação, que alcança 200% ao ano, o governo de José Sarney lança o cruzado. Mil cruzeiros passam a valer 1 cruzado em fevereiro deste ano. No fim do ano, os preços seriam congelados, assim como os salários dos brasileiros.

1989 - Cruzado novo - Por causa de inflação de 1000% ao ano, ocorre uma nova troca de moeda. O cruzado perde três zeros e vira cruzado novo. A mudança é decorrência de um plano econômico chamado Plano Verão, elaborado pelo então ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega.

1990 - Cruzeiro - O cruzado novo volta a se chamar cruzeiro, durante o governo de Fernando Collor de Mello. O mesmo plano econômico decreta o bloqueio das cadernetas de poupança e das contas correntes de todos os cidadãos brasileiros por 18 meses.

1993 - Cruzeiro real - No governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda, o cruzeiro sofre outro corte de três zeros e vira cruzeiro real. No fim do ano, o ministro cria um indexador único, a unidade real de valor (URV).

1994 - Real - Após uma inflação de 3700% em 11 meses de existência do cruzeiro real, entra em vigor a Unidade Real de Valor (URV). Em julho, a URV, equivalendo a 2750 cruzeiros reais, passa a valer 1 real.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Estilo Dilma Rousseff ou Por que pagamos tantos impostos?

NÃO SAIBA A TUA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A DIREITA.



Já faz algum tempo que o deputado e ex-ministro Roberto Cardoso Alves denegriu as palavras de São Francisco 

--"É dando que se recebe"--

ao usá-las para descrever a sua forma de praticar política.




Parece que agora o Estilo Dilma Rousseff de governar aproveita-se de uma outra frase bíblica para inspirar seu governo.



   
" quando derdes esmolas, que não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita. Para que a esmola fique escondida, e vosso Pai que vê o que vós fazei em secreto, vos pagará"  Mateus.



Enquanto a mão direita do governo dá esmolas aos seus mais diretos parceiros; a esquerda, ignorando o fato, é levada a fazer cortes no orçamento. 




Vejamos algumas dessas "esmolas" (gentilmente oferecidas com nossos impostos pela mão direita do governo):


Fim de semana passado, a presidente Dilma Rousseff anunciou a criação da Secretaria Especial de Aviação Civi, com status de ministério. O comandante da inutilidade burocrática, ainda não escolhido oficialmente, será nosso 38° ministro.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirIoumGqO7r8BjrAxJ3noQS-9b6DKbQrsyGSD7IS75Bg_EN_E0cQ4NpPNcJCTyDfacOWgWd5tKVXzKkSR35DRoQZWzwDyNrVyICTxGT6DXSJ-hcPZvwG0lBMqjkzA4FFuSRF-NHxtkO6E/s400/charge+dilma+obama.gif
 
Note que o governo americano, por exemplo, funciona muito bem com 15 secretarias de Estado. Já a China, não democrática e com uma população imensa, os ministérios são 27!

O primeiro escalão do governo brasileiro sofre de obesidade mórbida, mas Dilma acha que é pouco. Além do administrador do tráfego aéreo, ela quer pelo menos um ministro das Pequenas e Médias Empresas e um  ministro para a futura Secretaria Especial de Irrigação.

Como entender uma presidente que, enquanto promete cortar R$ 50 bilhões do Orçamento (mão esquerda), aumenta a gastança com invencionices perdulárias (mão direita)? 

Por que não encarrega o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio de cuidar das pequenas e médias empresas? 
Por que não deixa a Aviação Civil por conta de um Ministério dos Transportes que funcione? 
Por que não inclui a irrigação entre as atribuições do Ministério da Agricultura?

Enquanto isso, a mão esquerda do governo  decidiu reter cerca de R$ 30 bilhões do Orçamento aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro!

Por exemplo, os benefícios previdenciários foram reduzidos em R$ 2 bilhões. Os fundos do Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Desenvolvimento do Nordeste (FNDE) tiveram corte de R$ 1,5 bilhão. Curiosamente, regiões que votaram maciçamente na, então, candidata Dilma. 

Em junho deste ano, o maior dos ministérios da história republicana chegará a 40 integrantes. No Brasil que Lula inventou e Dilma preside:

NÃO SAIBA A TUA MÃO ESQUERDA O QUE FAZ A DIREITA. 

http://www.casadebbby.blogger.com.br/maos_maos.jpg

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Golpe Militar de 1964


Ditadura Militar no Brasil   

A Ditadura Militar é o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. 

Politicamente, caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.  Economicamente, caracterizou-se inicialmente  pelo chamado "milagre economico brasileiro" e posteriormente pela inflação e descontrole da economia.
      
    O Golpe Militar de 1964

    Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart (Jango).

    Praticamente não houve reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio. Fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. 



    João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1o de abril do Rio, para Brasília, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência.
    Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

    Antes mesmo de Jango deixar o país, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, já havia declarado vaga a presidência da República. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presidência, conforme previsto na Constituição de 1946, e como já ocorrera em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros.

    O poder real, no entanto, encontrava-se em mãos militares. No dia 2 de abril, foi organizado o auto-denominado "Comando Supremo da Revolução", composto por três membros: o Brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o Vice-Almirante Augusto Rademaker (Marinha) e o general Artur da Costa e Silva, representante do Exército. Essa junta permaneceria no poder por duas semanas.

    Nos primeiros dias após o golpe, uma violenta repressão atingiu os setores politicamente mais mobilizados à esquerda no espectro político, como por exemplo o CGT, a União Nacional dos Estudantes (UNE), as Ligas Camponesas e grupos católicos como a Juventude Universitária Católica (JUC) e a Ação Popular (AP). Milhares de pessoas foram presas.
    A junta baixou um "Ato Institucional" – uma invenção do governo militar que não estava prevista na Constituição de 1946 nem possuía fundamentação jurídica. Seu objetivo era justificar os atos que se seguiram.

    Ao longo do mês de abril de 1964 foram abertos centenas de Inquéritos Policiais Militares (IPMs). Chefiados em sua maioria por coronéis, esses inquéritos tinham o objetivo de apurar atividades consideradas subversivas. Milhares de pessoas foram atingidas em seus direitos: parlamentares tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos suspensos e funcionários públicos civis e militares foram demitidos ou aposentados. Entre os cassados, encontravam-se personagens que ocuparam posições de destaque na vida política nacional, como João Goulart, Jânio Quadros, Miguel Arraes, Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes.



    Entretanto, o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos proprietários rurais, da Igreja católica, vários governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de São Paulo) e amplos setores de classe média pediram e estimularam a intervenção militar, como forma de pôr fim à ameaça de esquerdização do governo e de controlar a crise econômica.

    O golpe também foi bem recebido pelo governo norte-americano, satisfeito de ver que o Brasil não seguiria a mesma trajetória de Cuba.

    Os militares envolvidos no golpe de 1964 justificaram sua ação afirmando que o objetivo era restaurar a disciplina e a hierarquia nas Forças Armadas e deter a "ameaça comunista".
    Uma idéia fundamental dos golpistas era que a principal ameaça à segurança do país não viria de fora; ela viria de dentro do próprio país, através de brasileiros que atuariam como "inimigos internos" . Essa visão de mundo estava na base da chamada "Doutrina de Segurança Nacional" ensinada nas escolas superiores das Forças Armadas.

    Os militares que assumiram o poder em 1964 acreditavam que o regime democrático que vigorara no Brasil desde o fim da Segunda Guerra Mundial havia se mostrado incapaz de deter a "ameaça comunista". Com o golpe, deu-se início à implantação de um regime político marcado pelo "autoritarismo", isto é, um regime político que privilegiava a autoridade do Estado em relação às liberdades individuais, e o Poder Executivo em detrimento dos poderes Legislativo e Judiciário. 
    Mais do que uma conspiração centralizada e estruturada, existiam "ilhas de conspiração", com grupos unidos ideologicamente pela rejeição da política pré-1964, mas com baixo grau de articulação entre si. O que diferenciava os militares golpistas era a avaliação da profundidade necessária à intervenção militar. O projeto de governo consistia apenas, na necessidade de se fazer uma "limpeza" nas instituições e recuperar a economia.

    De um lado, havia militares que clamavam por medidas mais radicais contra a "subversão" e apoiavam uma permanência dos militares no poder por um longo período. Por outro lado, estavam aqueles que defendiam que após a rápida “limpeza da casa” fosse devolvido o poder aos civis. Os mais radicais aglutinaram-se em torno do General Costa e Silva; os outros, do General Humberto de Alencar Castelo Branco.

    Articulações de um grupo de oficiais pró-Castelo conquistaram o apoio dos principais líderes políticos favoráveis ao golpe. Assim, no dia 15 de abril de 1964, Castelo Branco assumiu o poder prometendo a retomada do crescimento econômico e o retorno do país à "normalidade democrática". Isto, no entanto, só ocorreu em 1985!!

    É por isso que 1964 representa uma novidade na história política do Brasil.  Ao contrário do que ocorreu em outras ocasiões, os militares não apenas deram um golpe de Estado, como permaneceram no poder.


    Governo Castelo Branco

    Na política, o período foi marcado pela centralização do poder a partir do fortalecimento do Executivo Federal que exerceu amplo controle sobre os demais poderes.

    Foram também estabelecidas rígidas restrições ao exercício da oposição política, e eleições indiretas para os cargos de governador e presidente da República. Na área econômica, o governo incentivou os investimentos estrangeiros no país, estímulou as exportações e a ampliação do crédito ao consumidor.

    Os Atos Institucionais

    Nos primeiros anos após o golpe, isto é, durante o mandato presidencial do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967), nem as oposições e nem os grupos políticos que integravam a aliança golpista tinham clareza dos rumos a serem imprimidos à política nacional.

    A expectativa geral era de que a intervenção militar na política fosse breve e que, em pouco tempo, o regime democrático seria restabelecido. Mas isso não ocorreu. Os militares se sucederam no governo e consolidaram sua posição no poder através de atos institucionais, que foram leis promulgadas para sustentar todas as mudanças e medidas políticas colocadas em prática durante o período.

    Ao contrário de outras ditaduras militares que se estabeleceram nesta época na América Latina, a ditadura militar brasileira procurou legitimar-se politicamente por meio de atitudes pseudodemocráticas. O fato  do Congresso Nacional manter-se aberto fez parte da estratégia dos militares de mascararem a feição autoritária do regime.

    Depois de terem retirado do Legislativo os políticos vinculados ao governo Jango, os militares fizeram algumas articulações políticas que possibilitaram que o Congresso Nacional referendasse o nome do marechal Humberto Castello Branco como presidente da República, em 11 de abril de 1964.

    Operação limpeza

    Indicado como presidente da República pela junta militar golpista, o marechal Humberto Castelo Branco era considerado um militar de tendência moderada. Em seu governo, porém, Castelo Branco foi pressionado por radicais a realizar uma série de Inquéritos Policiais Militares (IPMs).

    Os IPMs tiveram por objetivo punir todos os cidadãos que tivessem vínculos políticos com o governo deposto de Jango ou que passaram a fazer parte dos movimentos de oposição ao novo regime. As greves foram proibidas e houve intervenção governamental em praticamente todos os sindicatos trabalhistas.

    Importantes organizações, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e inúmeras outras entidades da sociedade civil, também sofreram intervenção ou foram completamente desarticuladas. Milhares de funcionários públicos, ligados à burocracia militar e civil foram aposentados. Na área política, houve centenas de cassações de mandatos de parlamentares e suspensão dos direitos políticos.

    Medidas repressivas

    É recorrente nos estudos sobre o período inicial da ditadura militar, a interpretação das ações governamentais no campo da política institucional como reações diante da reorganização das oposições políticas. Assim, a vitória de políticos da oposição nas eleições para governador (nos estados de Minas Gerais e Guanabara), em 1965, é apontada como o principal motivo da adoção de novas medidas repressivas por parte do governo.

    Em outubro de 1965, Castello Branco assinou o Ato Institucional nº 2 (AI-2), que ampliou significativamente o poder do Executivo Federal, estabeleceu eleições indiretas para presidente da República e extinguiu todos os partidos políticos. Com essas medidas, tem início o estabelecimento do bipartidarismo, com a criação de duas agremiações políticas: ARENA e MDB. A seguir, com o AI-3, estabeleceu-se a eleição indireta, executada por colégios eleitorais, para os cargos de governador e vice-governador.

    O bipartidarismo

    A Aliança Nacional Renovadora (ARENA) foi o partido da situação, ou seja, integrou políticos que apoiavam o governo e o regime ditatorial. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi o partido que atuou como oposição consentida. A adoção do bipartidarismo foi mais um artifício da ditadura militar brasileira a fim de dotar de feições democráticas o regime autoritário vigente.

    Desse modo, existiu oposição, mas ela atuou dentro dos estritos limites impostos pelo governo dos generais. Ou seja, o tipo de oposição que era praticado pelo MDB não ameaçou o poder dos militares e nem mesmo a manutenção da ditadura.

    Castello Branco também promulgou o AI-4, obrigando o Congresso a discutir e aprovar uma nova Constituição com características autoritárias. No último ano de seu mandato, em 1967, o presidente também promulgou uma nova Lei de Segurança Nacional (LSN). Com o pretexto de defesa da segurança nacional, essa Lei se transformou num poderoso instrumento de controle e vigilância política sobre todos os setores da sociedade civil. Severas punições foram estabelecidas aos transgressores da LSN.

    Diretrizes econômicas

    No governo Castello Branco, o ministro do Planejamento, Roberto Campos, adotou uma política econômica antiinflacionária que causou desemprego e provocou arrocho salarial (diminuição dos salários). De 1964 a 1967, centenas de pequenas empresas decretaram falência. A longo prazo, a política econômica da ditadura militar, colocada parcialmente em prática no início do governo Castello Branco, atendeu aos interesses das classes e grupos sociais que integravam a aliança golpista (burguesia industrial, elites rurais).

    O governo incentivou os investimentos estrangeiros no país, as exportações e a produção interna de bens duráveis (imóveis, automóveis, eletrodomésticos). O mercado consumidor se ampliou, mas só quem se beneficiou do consumo da produção industrial de bens duráveis foram as classes médias e os mais ricos. A concentração de renda impediu que as classes populares se beneficiassem do desenvolvimento e crescimento econômico.

    A sucessão presidencial

    Para suceder Castello Branco, a junta de generais que integravam o Comando Supremo da Revolução, indicou o nome do marechal Costa e Silva. Dentro do Exército, o marechal Costa e Silva era um militar de tendências radicais. Durante o governo de Castello Branco, Costa e Silva pressionou o presidente para que tomasse medidas repressivas mais rígidas contra a oposição e setores sociais que começaram a se reorganizar.

    Castello Branco foi contrario à indicação de
    Costa e Silva  para sucedê-lo. Contudo, não teve condições de conter os setores radicais dentro das forças armadas. No Congresso Nacional, ocorreu mais uma vez a encenação do referendo, elegendo indiretamente Costa e Silva para o cargo de presidente.

    Quadro apresenta principais fatos entre 1964 e 1985


    1964 Em 31 de março um golpe político-militar depõe João Goulart da Presidência da República. O Ato Instiucional nº 1 suspende os direitos políticos de centenas de pessoas. O general Castelo Branco toma posse como presidente.
    1965 Extinguem-se os partidos políticos existentes e institui-se o bipartidarismo, com a Aliança Renovadora Nacional (Arena), de apoio ao governo, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), de oposição.
    1966 Suspensas as eleições diretas para cargos executivos. Vários deputados federais são cassados. O Congresso, ao protestar, é posto em recesso por um mês.
    1967 O marechal Costa e Silva toma posse na Presidência da República. Líderes da oposição organizam uma frente ampla contra o governo militar.
    1968 Oposição é reprimida com violência. O Ato Institucional nº 5 marca o endurecimento do regime, agora abertamente ditatorial.
     1969 Costa e Silva é afastado por motivo de saúde. Uma junta dos ministros militares assume provisoriamente o governo. A alta oficialidade das Forças Armadas escolhe o general Garrastazu Médici para presidente.
     1970 A oposição ao regime se torna mais intensa, com guerrilhas na cidade e no campo. Os militares reagem com violência. Nos "porões" da ditadura, passam a ocorrer mortes, desparecimentos e torturas. 
     1971-1973
     A repressão vence a guerrilha. O país experimenta um momento de desenvolvimento econômico que ficou conhecido como "o milagre brasileiro". A economia cresceu, mas em detrimento da preservação ambiental e com o aumento da dependência do petróleo importado e do capital externo.
     1974 O general Ernesto Geisel assume a presidência, enquanto o MDB conquista uma vitória expressiva nas eleições legislativas. 
     1975-1976
     Geisel representa a ala moderada dos militares e tenta promover uma abertura, enfrentando seus próprios pares. O crescimento econômico se mantém mas já há sinais de crise, proveniente sobretudo do aumento do preço petróleo e da dívida externa.
     1977 A sociedade civil passa a reivindicar efetivamente a recuperação dos direitos democráticos. 
     1978 Fim do AI-5. A abertura política progride lentamente. 
     1979 O general João Batista Figueiredo assume a presidência. Aprovada a lei da anistia. Centenas de exilados retornam ao país. O pluripartidarismo é restabelecido. 
     1980 Agrava-se a crise econômica. Aumentam as greves e as manifestações de protesto. O PDS substitui a Arena e o PMDB o MDB. Fundam-se o PDT e o PTB.
     1981  Continuam os conflitos internos entre a ala radical e a ala moderada das forças armadas. Figueiredo tem um infarto e o poder fica nas mãos de um civil, Aureliano Chaves, durante três meses.
     1982-1983
    Eleições diretas para governadores e prefeitos, com vitória da oposição em Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O PT obtem seu registro na Justiça Eleitoral. Sem condições de pagar aos credores externos, o Brasil vai ao FMI.
     1984 Uma campanha por eleições diretas para presidente da República agita o país. Emenda à Constituição é votada com esse objetivo, mas não consegue ser aprovada no Congresso. O fim do regime militar é iminente.  
     1985 Indiretamente, o civil e oposionista Tancredo Neves é eleito presidente da República. No entanto, com sua morte anterior à posse, assume seu vice, José Sarney.  


    segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

    Quem é José Ribamar? - Parte 5

    http://saladamaejoana.files.wordpress.com/2009/07/sarney.jpg?w=500&h=344
    Crie uma legenda criativa (não ofensiva)

    Sarney teve atuação destacada durante o regime militar. Ele cresceu, politicamente, sob este regime.

    Sarney foi membro da UDN; no Regime Militar foi Presidente da Arena e do PDS. Sempre foi fiel aliado do Governo, apesar  do partido sempre mudar de nome. Sem dúvida, ele é um dos maiores articuladores (politiqueiros) da história da política brasileira.

    A sua "eleição" à (vice-) presidência é cheia de histórias.


    A morte do Presidente eleito, Tancredo Neves, deixou um grande desgosto para os "vencedores". Afinal, depois de tanto lutarem para estirpar o poder das mãos dos militares e de seus apadrinhados civis, assistem Sarney (um dos maiores beneficiários da ditadura) tornar-se o primeiro presidente civil. 

    Quando em 1988, Sarney viu o poder do Governo se esvair, mudou-se para o PMDB, partido nascido e criado na oposição ao Regime Militar, de 1964 a 1986.

    José Ribamar, nome de registro de José Sarney, sempre esteve ao lado do poder. Ex-aliado de João Goulart, não pensou duas vezes para mudar de lado, a convite dos militares.

    Nos bastidores, Sarney procurou sempre ser discreto. Considero-o um dos principais responsáveis pela total perda de identidade política do PMDB. É o principal responsável por conduzir o PMDB, tradicionalmente de oposição, para o lado de governos de ideologias radicalmente opostas.  É também personagem importante na criação do PSDB, pois aqueles que não suportaram a descaracterização do PMDB decidiram criar uma nova legenda.

    http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2009/07/BL-PL-Humor-Cartuns-Pizza-Collor-Sarney-e-Lula.jpg
    Adicionar legenda

    O poder da família é tão grande que em frente ao Tribunal da Justiça do Maranhão pode se vislumbrar a grande estátua do patriarca da família, lembrando o grande Júlio César, em Roma. Seu pai, Sr. Ney, deu seu nome ao filho. Conhecido como Sir Ney, passou, ao filho o nome Sarney.

    Hoje Sarney só não detém o monopólio da comunicação, no Maranhão, porque existe a internet.

    quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

    Quem é Ana Maria da Costa Bastos?

    Nepotismo!!


    Sarney nomeou a irmã no próprio gabinete



    O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), escondeu a nomeação de uma irmã no seu gabinete pessoal. Trata-se de Ana Maria da Costa Bastos, que ocupou cargos na Casa entre 2005 e 2008 - quando foi exonerada por um ato secreto.


    Ana Maria é irmã de José Sarney por parte de pai. A Folha obteve acesso à sua ficha cadastral no Senado. Ela é filha de Sarney de Araújo Costa e Anatália de Oliveira Furtado, mãe de outro irmão do presidente do Senado - Ivan Celso Sarney Furtado, que também teve cargo na Casa e foi exonerado por ato secreto.




    Formada em medicina, ela foi nomeada no gabinete pessoal de Sarney em janeiro de 2005 com um salário de R$ 7.400, como secretária parlamentar. Dois meses depois, foi rebaixada para a vaga de assistente parlamentar, com vencimentos de R$ 4.900 mensais.


    Em julho de 2005, Ana Maria foi transferida para o gabinete do senador Edison Lobão* (hoje ministro de Minas e Energia), aliado histórico de Sarney. Ela só foi exonerada em outubro de 2008, no mesmo mês em que dezenas de parentes de senadores foram demitidos, às claras, pela Casa, por conta da súmula do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu o nepotismo nos três Poderes.



    Contudo, o ato da exoneração só foi publicado em 16 de abril deste ano na rede de intranet do Senado. No mesmo dia, também foi divulgado o ato de exoneração de João Fernando Sarney - neto do senador e primeiro caso de uso de medida secreta para ocultar movimentação de pessoal envolvendo parentes.



    Na época, essa estratégia foi usada para evitar o desgaste de Sarney, já que diariamente era divulgada uma lista de casos de nepotismo.



    Cargos no Maranhão

     
    Antes de ter emprego no Senado, Ana Maria trabalhou na área de perícia médica do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) no Maranhão pelo menos de 2000 a 2003.


    Ela chegou mesmo a ocupar o posto de superintendente regional substituta do extinto Instituto Nacional de Previdência Social no Maranhão.

     
    Ela não assina como Sarney porque o nome não era um sobrenome da família até 1965. Sarney é nome do pai do presidente do Senado. Para fins políticos, o então José Ribamar Araújo Costa adotou o primeiro nome do pai, tornando-se José Sarney. Posteriormente, diversos familiares entraram na Justiça para se registrar também Sarney - o que não foi o caso de Ana Maria.

    (*) Segundo wikipedia:

    Edison Lobão foi eleito deputado federal pela ARENA e a seguir pelo PDS em 1978 e 1982, ingressando no PFL em atenção à liderança política de José Sarney, que manteve o controle da seção maranhense da legenda embora filiado ao PMDB desde a sua candidatura a vice-presidente de Tancredo Neves

    Ele foi governador do Maranhão, de 1991 a 1994, foi ministro de Minas e Energia do Brasil, de 21 de janeiro de 2008 até 31 de março de 2010, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da SilvaCom a posse de Edison Lobão para o ministério, o seu filho Edison Lobão Filho, assumiu a vaga no Senado, ficando até 31 de março de 2010. Deixou as Minas e Energia para concorrer a mais um mandato como senador, em 2010. Foi reeleito à vaga, pelo PMDB, com 1.702.085 votos. Foi reconduzido à pasta das Minas e Energia pela presidente Dilma Rousseff.