sexta-feira, 29 de junho de 2012

O ministro da educação e as greves de professores ou a greve, o feijão e o sonho: Parte 1

A opinião do Ministro da Educação: Aloísio Mercadante Oliva sobre a greve dos professores



Em julho de 1984, o jovem Aloísio Mercadante Oliva era chefe do departamento de economia da PUC de São Paulo e (pasmem) vice-presidente da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior!!


Em um artigo publicado na revista VEJA daquele mês, ele expôs com brilho as razões que levavam os professores à greve. Ele mostrava as dificuldades de se seguir um sonho quando a única maneira de lutar pelo feijão na mesa é através da greve!








Impressiona que 28 anos depois, o mesmo (?) Mercadante, na condição de Ministro da Educação, tenha se esquecido do sonho de educar com dignidade. 


Talvez, os sonhos tenham se perdido junto com os cabelos rebeldes de outrora...


Visite o link que apresento abaixo e leia as opiniões dele quando ainda sonhava e se preocupava em garantir que os estudantes tivessem uma educação de primeira qualidade, que os filhos dos professores não ficassem sem feijão no prato e que os professores não precisassem ir à greve.


http://poiesisdoire.blogspot.com.br/2012/06/greve-o-feijao-e-o-sonho.html

Boa Leitura,

A História do PT - do nascimento à meia idade

Urgente Aula de História- Lúcia Hippólito, comentarista politica da CBN
 

Aula de História
O  PT

(Lúcia Hippólito)

“O Nascimento” do PT:
 
O PT nasceu de cesariana, há 30 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base. Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
 
“O Crescimento” do PT:
 
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras. O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto. 

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros. Tudo muito chique, conforme o figurino.
 

“Maioridade” do PT:
 
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.


A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL. Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto. E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Quem ficou no PT?
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas. Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64. Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República. Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.

 

É o triunfo da pelegada.

Lucia Hippolito                                 O PERIGO É O SILÊNCIO

PS: As ilustrações foram incluídas pelo blogueiro
 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Caso da Construtora Delta



FAZ DE CONTA

MERVAL PEREIRA
O GLOBO 28/04/2012

Estamos começando a viver um clima de faz de conta mesmo antes de a CPI do Cachoeira começar seus trabalhos de fato. O PT formalmente declara-se disposto a limitar as investigações sobre a empreiteira Delta ao que acontecia na sua direção do Centro-Oeste, cujo diretor já está preso. Como se os métodos adotados naquela região pela empresa nada tivessem a ver com a sua cultura no resto do país.
Ora, a empreiteira tem (ou tinha) obras em praticamente todas as unidades da Federação, sobretudo devido ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e nada indica que seus métodos de ganhar licitações fossem diferentes em Goiás e no Rio de Janeiro, por exemplo.


A relação próxima, quase promíscua, do empresário Fernando Cavendish com o governador Sérgio Cabral e seus secretários, se não estivesse já demonstrada no episódio do trágico acidente de helicóptero ocorrido em Porto Seguro, fica explicitada pelas fotos que o deputado e ex-governador Garotinho postou em seu blog ontem.
A comemoração do governador e vários de seus secretários em Paris com o empreiteiro revela um tipo de comportamento incompatível com o decoro de servidores públicos, além de intimidade suspeita com o empreiteiro responsável por grandes obras no estado.
Nenhum daqueles funcionários públicos provavelmente terá condições de provar que pagou a farra com dinheiro próprio, mesmo que alguns deles, como o secretário de Transportes, Julio Lopes, pudessem ter condições de fazê-lo.
E o secretário de governo, Régis Fichtner, que é o encarregado de auditoria dos contratos da Delta com o estado, nesta fase em que se pretende fazer desaparecer os traços de ligação entre a empreiteira e o governo do Rio, aparece abraçado a Cavendish em uma das fotos, o que o descredencia para a tarefa.
Não é possível fazer de conta que a relação profissional da Delta com políticos de vários partidos e em vários estados não mereça ser investigada quando há claros indícios de que os métodos utilizados no Centro-Oeste não eram específicos apenas daquela região do país onde atuava originariamente o bicheiro Cachoeira.
Também o senador petista Humberto Costa quer fazer de conta que não há as gravações que implicam o senador Demóstenes Torres em diversos crimes e desvios de conduta. Como relator da Comissão de Ética do Senado, que vai julgar o senador amigo do bicheiro, ele diz que não vai usar as gravações por temer que elas sejam desqualificadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que anularia uma eventual decisão da Comissão baseada nelas.
Ora, se não vai se basear nas gravações, presume-se que Humberto Costa vai inocentar Demóstenes Torres, ou então vai condená-lo por ter recebido do bicheiro fogão e geladeira importados como presente de casamento, o que ele já admitiu da tribuna do Senado.
Enquanto seus desvios éticos se resumiam a isso, o senador de Goiás se sentiu em condições de subir à tribuna para se defender, e recebeu apoio de nada menos que 44 senadores de todos os partidos, dispostos a lhe perdoar esse pequeno desvio de conduta.
A situação de conluio com o bicheiro só ficou clara depois que as gravações da Polícia Federal vazadas para a imprensa mostraram o grau de intimidade entre os dois e a atuação do senador em órgãos do governo e no próprio Senado a favor dos interesses de Carlinhos Cachoeira.
A atuação de sua defesa, na tentativa de impugnar as provas obtidas através das gravações, é perfeitamente compreensível, mas não se compreende que seus pares se antecipem a uma decisão da Justiça que está longe de ser consensual e retirem dos autos da Comissão de Ética as provas contra Demóstenes.
Aliás, foi mais uma vez devido ao vazamento de gravações e de dados do processo que a opinião pública ficou sabendo da verdadeira dimensão de mais esse escândalo.
Parece, portanto, mais um faz de conta o empenho do ministro do STF Ricardo Lewandowski para que o processo que ontem pôs à disposição de várias comissões do Congresso não vaze.
O ministro chegou a citar os artigos que punem com a prisão a quebra do sigilo de justiça.
Embora seja esse o papel que lhe cabe, não é possível esquecer que o relatório está com ele há meses e há meses vem sendo vazado diariamente de diversas maneiras, sem que se possa saber as origens dessas informações.
As penas a que se refere Lewandowski em seu ofício ao Congresso se referem àqueles que quebram o sigilo, e já há jurisprudência no sentido de que os meios de comunicação que reproduzem essas informações não são alcançáveis pelas punições, e sim os servidores públicos responsáveis pela preservação do sigilo do processo.
Neste caso como em vários outros que provocaram a demissão de diversos ministros do governo Dilma, foram as revelações da imprensa que escancararam os desvios que estavam acontecendo em diversos ministérios, e sem essas revelações não teria sido possível apanhar os servidores públicos que se desviaram de suas funções.
Mesmo que nenhum deles tenha sido preso ou que os processos sobre seus "malfeitos" acabem dando em nada, pelo menos a opinião pública ficou sabendo o que se passava nas entranhas do governo.
Agora mesmo temos o exemplo do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que ficou com a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público em sua gaveta inexplicavelmente sem denunciar o senador Demóstenes Torres ao Supremo, o que só viria a acontecer quando o escândalo estourou e as gravações foram vazadas pela imprensa.
A intenção de quem vaza essas informações e os seus efeitos colaterais que podem favorecer o interesse de partes em conflito no submundo não têm importância diante dos benefícios à sociedade que as revelações trazem.
Assim como o ex-governador Garotinho tem interesse político em denunciar seu hoje inimigo Sérgio Cabral, também o bicheiro Cachoeira tinha muitos interesses em jogo quando fazia suas gravações clandestinas.
Mas a revelação por parte da imprensa ajuda a colocar luz no ambiente público.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Avaliação de Projetos



Questão 1: Ciente da inexistência de um modelo único e de critérios objetivos e claros para a avaliação das diversas áreas de utilização dos projetos, defina e diferencie o que são os critérios quantitativos e qualitativos de avaliação dos projetos.

Solução: As avaliações, em função dos seus critérios predominantes, podem ser divididas em qualitativas e quantitativas. Naquelas em que prevalecem informações e conceitos subjetivos, em que são atribuídas notas aos atributos do projeto são ditas qualitativas. Por terem forte cunho subjetivo, há risco de diferentes avaliadores chegarem a conclusões muito distintas, pois suas visões de mundo afetam diretamente seu julgamento. Por outro lado, as avaliações que se baseiam dados numéricos e informações objetivas para avaliar a qualidade dos pressupostos doprojeto são ditas quantitativas. Os critérios quantitativos têm a vantagem de inserir mais objetividade nas avaliações. Contudo, muitas vezes pode ser difícil expressar numericamente os atributos de um projeto. Acredito que, sempre que possível, uma combinação de critérios quantitativos e qualitativos deve ser empregada.



Questão 2: Como surgem os projetos alternativos, e por que é importante sua existência?

Solução: Os métodos de avaliação de projetos não apresentam novas propostas, mas distinguem entre as melhores opções ou caminhos de decisão. Assim, seu total potencial só se realizará se houver diferentes alternativas (projetos alternativos) a serem escrutinadas, isto é, que existam opções preparadas pelos técnicos responsáveis pela preparação dos projetos. Sem a disponibilidade de projetos alternativos, a técnica de análise e de preparação dos projetos de investimento perde parte significativa de seu mérito.



Questão 3: Qual a diferença entre a avaliação dos projetos nas esferas privada e pública?

Solução: Medir o retorno gerado por projetos desenvolvidos na área de Administração Pública é uma atividade complexa e bastante subjetiva. Isso ocorre devido a dificuldade de estimação dos “lucros” sociais gerados pelo projeto. Contudo, o emprego da metodologia de decisão baseada na elaboração de projetos na Administração Pública se justifica, principalmente, por permitir avaliar previamente, e de forma responsável, o impacto financeiro de um projeto sobre os orçamentos futuros do órgão. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que o gestor público equilibre custos e despesas futuras com a fonte de receita para sustentar um programa de serviços e/ou de obras por um longo prazo. Entretanto, existem técnicos no setor público que consideram inadequado “monetizar” os gastos e os benefícios do projeto. Deste modo, na prática, há uma predominância da análise qualitativa na avaliação de projetos na área pública. 

Por outro lado, na esfera privada, os projetos são avaliados principalmente por sua capacidade de gerar lucros para as empresas. Assim, critérios quantitativos são mais facilmente e comumente aplicados. Logo, enquanto os projetos no setor público são balizados por uma grande quantidade de normas legais, o setor privado tem seus limites estabelecidos principalmente pela lei de oferta e procura. É claro que hoje em dia as empresas reconhecem a importância do chamado “custo social”. Assim, as empresas podem rejeitar projetos que são financeiramente vantajosos, mas que terão um custo social elevado. Por exemplo, o projeto de uma linha de produtos químicos, que tenha grande potencial de lucratividade mas seja altamente poluente, pode ser rejeitado.


Questão 4: Explique o que é o “Excedente do Consumidor” e como fazer para obter a chamada “Receita Excedente Global”.

Solução: Conforme estudamos, o “excedente do consumidor” pode ser visto como uma ampliação do conceito de lucro. Essa ampliação é obtida a partir de duas componentes:
i)                    os agentes econômicos (famílias, empresas, administração, etc.) que podem ser afetados pelo projeto; e
ii)                  os possíveis efeitos intangíveis.

Identificados os agentes econômicos afetados, pode-se realizar um estudo dos potenciais benefícios e custos associados ao impacto gerado pelo projeto. Chama-se  Receita Excedente Global, a diferença entre todos os benefícios e todos os custos decorrentes do projeto implantado.


Questão 5: O que são as fontes de risco presentes nos projetos. Cite e explique três fontes de riscos comumente encontradas durante a elaboração e desenvolvimento dos projetos no setor público.

Solução: Qualquer obstáculo ou imprevisto que ameace os objetivos do projeto é considerado uma fonte de risco. No setor público, as principais fontes de risco são: políticas, jurídicas e financeiras
O risco político verifica-se sempre que ocorre mudança no poder. Por exemplo, se a oposição assume o governo, um projeto que tenha sido criado na gestão anterior corre o risco de ter seu aporte financeiro diminuído ou até cancelado.
O risco jurídico se manifesta quando a execução do projeto é questionada juridicamente. É comum projetos serem paralizados por ordem judicial quando seus efeitos sobre o meioambiente ou sobre o patrimônio histórico são questionados. Por exemplo, recentemente um grande projeto de infraestrutura (usina eólica) foi paralizado por ordem judicial devido a revogação de licença ambiental (http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=333225&modulo=968).
Não menos importante é o risco financeiro. Por exemplo, quando ocorre queda de arrecadação de impostos, a Administração Pública Direta e Indireta é forçada a realizar cortes em verbas de custeio e de investimentos. Isso pode gerar uma redução no volume investido em projetos ou, até mesmo, na descontinuidade dos mesmos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Projetos: Conceitos e estrutura

Projetos: Conceitos

Baseado em contribuição do colega: Antônio Sérgio Miranda

Conforme Carvalho (2011, p. 24), ..."os projetos, de maneira geral, apresentam características comuns", ou seja, para que um estudo seja considerado um projeto ele deve apresentar simultaneamente as seguintes características:
- ser temporário (deverá ter prazo certo para começar e terminar);
- ser único ( não ser parecido com outros projetos e programas);e
- necessitar de recursos (deverá ter dotação própria e prevista em orçamento).

Dito isso, podemos lançar nossa atenção sobre alguns conceitos que envolvem os projetos. De início podemos afirmar que todo projeto tem um ciclo de vida,isto é, ele é finito: tem início e fim. Dentro deste ciclo, podemos assinalar estágios pelos quais evolui até a sua conclusão. 

O conjunto de fases do projeto é chamado “ciclo de vida do projeto”. De um modo geral, as fases do projeto apresentam as seguintes características:

Iniciação - aqui são feitos os questionamentos, sondagens, levantamentos de dados e conversas com os stakeholders1;

- Planejamento - neste estágio acontece o detalhamento do projeto, nele a ideia começa o tomar forma por meio da elaboração de estudos de viabilidade;

Execução - neste ponto, profissionais capacitados coordenam as atividades previstas e concretizam os estágios do projetos;

Monitoramento - Neste estágio são utilizados os planos elaborados no planejamento que possibilitam comparar os resultados executados no cronograma do projeto. É uma via de mão dupla e a qualidade da informação é de fundamental importância para o sucesso do projeto;

Conclusão do projeto - momento no cronograma previsto para o encerramento do projeto.

Nota 1- Stakeholder é qualquer pessoa ou organização que tenha interesse, ou seja afetado pelo projeto.

Referências:
Carvalho, Claudinê Jordão de. - Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2011.

http://ogerente.com/stakeholder/2007/02/23/o-que-e-um-stakeholder/












Como vimos, um projeto deve ter duração limitada, ser único e depender da alocação de recursos. Há, assim, a necessidade de buscar esses recursos. Para fornecer os recursos, uma entidade patrocinadora de projetos, seja governamental ou não, tem seu formato próprio. Assim, além de um projeto consistente, o gerente do projeto deve informar-se sobre a instituição à qual vai solicitar apoio e apresentar suas idéias de modo claro e objetivo.






Aqui, decidi visitar o site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Fapesp (http://www.fapesp.br/176) para verificar qual o formato adequado para a submissão de um PROJETO TEMÁTICO.




A referida entidade explica que o Projeto de Pesquisa deve demonstrar claramente os desafios científicos ou técnicos a serem superados pela pesquisa proposta, os meios e métodos para isso e a relevância dos resultados esperados para o avanço do conhecimento na área. Ela também especifica que para facilitar a leitura pelos revisores o texto deve ser impresso com espaçamento 1.5 e o tipo deve ser “Times New Roman 12” com margens de 3,5 cm à esquerda e 1,5 cm à direita. Recomenda ainda que o projeto seja estruturado conforme descrito no quadro a seguir.



Roteiro sugerido para formatação do Auxílio à Pesquisa - Projeto Temático



0)Folhas de rosto (duas, sendo uma em português e outra em inglês) contendo título do projeto de pesquisa proposto, nome do Pesquisador Responsável, Instituição Sede e resumo de 20 linhas.


1)Enunciado do problema: Qual será o problema tratado pelo projeto e qual sua importância? Qual será a contribuição para a área se bem sucedido? Cite trabalhos relevantes na área, conforme necessário.


2)Resultados esperados: O que será criado ou produzido como resultado o projeto proposto? Como os resultados serão disseminados?


3)Desafios científicos e tecnológicos e os meios e métodos para superá-los: explicite os desafios científicos e tecnológicos que o projeto se propõe a superar para atingir os objetivos. Descreva com que meios e métodos estes desafios poderão ser vencidos. Cite referências que ajudem os assessores que analisarão a proposta a entenderem que os desafios mencionados não foram ainda vencidos (ou ainda não foram vencidos de forma adequada) e que poderão ser vencidos com os métodos e meios da proposta em análise.


4)Cronograma: Quando o projeto será completado? Quais os eventos marcantes que poderão ser usados para medir o progresso do projeto e quando estará completo? Caso o projeto proposto seja parte de outro projeto maior já em andamento, estime os prazos somente para o projeto proposto.


5)Disseminação e avaliação: Como os resultados do projeto deverão ser avaliados e como serão divulgados?


6)Outros apoios: Demonstre outros apoios ao projeto, se houver.


7)Bibliografia:


8)Planilhas de orçamento, descrição de equipe e cronogramas físico-financeiros:

9) Documentos adicionais necessários para a análise da proposta:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Missão, Visão e Valores

http://www.buschle.com.br/images/missao_visao_valores.gif

É importante divulgarmos dentro de nossa empresa os conceitos de Missão, Visão e Valores, pois eles geram uma cultura organizacional que impele todos a trabalharem juntos  por uma mesma causa.


Assim, os administradores podem motivar todos os colaboradores (inclusive eles próprios) a “realizarem a Missão da empresa” tendo por objetivo atingir a Visão da empresa empregando seus Valores como ferramentas. Logo

visão: http://www.agriconsult.com.br/Img/Conteudo/215/eye1.jpg




Visão: É a perspectiva da empresa a longo prazo, onde a empresa pretende chegar dentro de alguns anos. Deve ser algo atingível. 

missão: http://projetoseti.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Missao1.jpg


Missão: É o que a empresa pratica hoje. Descreve as atividades atuais da empresa.






http://www.enbr.com.br/energia/empresa/visao_missao_valores/images/valores_box.gif


Valores: São as qualidades que a empresa pratica na execução de sua missão. Ex.: Tradição, Qualidade, Seriedade, Excelência, Competência etc. 


Tomemos o exemplo da INCULTEC.

O Centro de Referência em Incubação de Empresas de Ouro Preto, o Incultec, é uma incubadora de empresas de base tecnológica da UFOP e de Ouro Preto. O Incultec nasceu em 20 de junho de 2006, a partir dos esforços da UFOP que articulou a aliança universidade-indústria-governo com o objetivo de promover a disseminação tecnológica na região. Por meio da Pró-Reitoria de Projetos Especiais, a UFOP estabeleceu parceria com a empresa Novelis e a Prefeitura Municipal de Ouro Preto, contribuindo, decisivamente, para a efetivação do Incultec com agente de desenvolvimento tecnológico e social do município.

Missão, Visão, Valores da INCULTEC

MISSÃO: 
Apoiar a criação, a consolidação e o desenvolvimento de empresas de base tecnológica, viabilizando parcerias, infraestutura, assessoria e capacitação, com o objetivo de estimular a criação de produtos e serviços com qualidade tecnológica.
VISÃO:
Ser reconhecido na comunidade local e acadêmica como centro de referência em incubação de empresas e projetos de base tecnológica e cultural na promoção da cultura empreendedora.
VALORES:
• Aprendizado constante e busca de oportunidades;
• Comprometimento e persistência;
• Compromisso com a inovação;
• Ética e Transparência;
• Compromisso com a qualidade;
• Iniciativa e pró-atividade;
• Planejamento como base do crescimento;
• Sinergia Institucional e Organizacional;
• Responsabilidade socioambiental e cultural;
• Fortalecimento da interação universidade-sociedade.



Bibliografia:


http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/visao-missao-e-valores-da-empresa/13637/ 
(visitado em 21 de março de 2012) 


http://www.ufop.br/incultec/index.php/quem/missao 
(visitado em 21 de março de 2012)


http://www.ufop.br/incultec/ 
(visitado em 21 de março de 2012) 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

discurso

6
cadernos fundap


21, 1997, . 625 A crise da gestão pública: do reformismo quantitativo a

um caminho qualitativo de reforma do Estado

Marco Aurélio Nogueira

SINOPSE
O ensaio procura reconstruir a trajetória

histórica do Estado brasileiro e pensar a

crise da gestão pública como fenômeno associado

a uma modernização capitalista que, por

não ter sido feita à base de rupturas categóricas

com os padrões societais prevalecentes, dificultou

o desencadeamento e a concretização de

processos reformadores fortes. No plano específico

da administração pública, esse fato propiciou

o prolongamento dos estilos

organizacionais de tipo “tradicional”, carregou

de deformações a burocracia e impossibilitou

a implementação de projetos de reforma

administrativa mais bem estruturados.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

“O problema do funcionalismo, no Brasil, só terá solução quando se

proceder à redução dos quadros excessivos, o que será fácil, deixandose

de preencher os cargos iniciais, à medida que vagarem.

Providência indispensável também é a não-decretação de novos postos

burocráticos, durante algum tempo, ainda mesmo que o crescimento

natural dos serviços públicos exija a instituição de outros

departamentos, nos quais poderão ser aproveitados os empregados em

excesso nas repartições atuais.

Com a economia resultante, quer dos cortes automáticos, que a

ninguém prejudicará, quer da impossibilidade de criação de cargos

novos, poderá o Governo ir melhorando, paulatinamente, a

remuneração dos seus servidores, sem sacrifícios para o erário.

Majorando-lhes, desse modo, os vencimentos e cercando-os de

garantias de estabilidade e de justiça nas promoções e na aplicação

dos dispositivos regulamentares, terá o País o direito de exigir

maior rendimento das atividades e aptidões dos respectivos

funcionários, que então, sim, não deixarão de se consagrar

exclusivamente ao serviço público, desaparecida a necessidade de

exercer outros misteres, fora as horas de expediente, como agora, não

raro, acontece, por força das dificuldades com que lutam.”

Getúlio Vargas, Discurso durante a campanha da Aliança

Liberal. Esplanada do Castelo, Rio de Janeiro, 3/1/1930